segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

quando o verão chegar

denso e forte no começo...
...como se fosse aquilo que faz você viver,é tudo muito novo, não se tem quase controle, depois o tempo e a incompreensão tornam a mais bela das formas em algo fino e fraco, capaz de morrer com apenas um milimétrico corte ,já que, agora não há mais coágulos, tampouco coagulantes, é sangue puro vertendo no peito, mas a rubra tormenta teima em esguichar por entre os dedos, até que, após horas de incessante luta,o coração descansa,sem coragem de bater. Então você ajeita o suéter, de maneira que cubra as cicatrizes, emudece, durante um tempo, não adianta falar se ninguém entendi, é menos doloroso ficar assim, com o nível insuficiente de sangue, preservando as veias, usando o frio como desculpa pra justificar esse gelo no peito, e quando o verão chegar.

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