segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

dezoito

o assassino chega de repente...
...ninguém sabe de onde ele veio, porém, está ali, abrindo as portas douradas, rapidamente , corro para a rua, as nuvens passam, correm por cima da minha cabeça como se fossem rochas flutuantes, os cavalos disparam no campo aberto e enquanto fugirem do inevitável nunca serão livres. A mente fica confusa, uma sinfonia melancolicamente incessante anuncia o fim, trabalhadores choram sobre o concreto derramado, só agora perceberam que enterraram suas vidas em troca de suborno, e a velha canção não para tuuuuummmm, tatatatatatatatata, tim,tim,fazem as taças transbordando cólera, cada vez mais rápidas. O assassino sussurra logo atrás de sua orelha "- a morte está vindo, é inútil temer, esperei anos pra lhe dizer isso", nesse instante igual um animal ferido a vida grane. Tropeço no calcanhar de Aquiles, caio, assustadoramente confortável no lamaçal, atolo a cara, ergo a cabeça, algo em torno de 07 cm do solo, vômito o almoço, mas não posso ficar assim por muito tempo, mesmo sendo agradável, então levanto, saio apavorado, tonto, babando compulsivamente, alucinado, olho pra trás, o assassino vem tocando um violino, sangrando, entrando de peito aberto nos espinhos, com um sorriso de trovão, esbanjando eletricidade, estou confuso, com tesão pela vida, é tanta excitação que acontece um orgasmo inesperado, looonnnngggggoooo, sorrio, lentamente abrindo a boca, um sorriso largamente rosa. Nesse momento impar, começa a chuva, suas gotas parecem gafanhotos, milhões de insetos, abro os olhos e vejo Deus montado num raio que, no céu abre três pontas, nunca mais esqueci o gosto gelado proveniente de sua respiração, nem da sua, eu te amo, quinta-feira, 22 hrs.

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