segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

despedida poética á estrela uruguaia

. sentado no meio fio da calçada...
...avistava a alvorada escura, espessa, levitando sobre a grama no espírito da geada, eu carregava mágoa e álcool na alma, além de frio, muito frio no corpo. Raios de sol feito serpentes destilavam veneno no firmamento, quanto medo tive ao estar quinze dias morto, num desencontro de mim mesmo, cada vez que o sono chegava, era um sono eterno de quase morte, convulso choro contido de lágrimas infindas, enquanto minha mente dissolvia lembranças, vivi a dor na falência da esperança, e a cada segundo um palmo de céu e terra sobre meu ser, e a cada dia, um dia longe de mim. Sei que ela ainda me espera, , com um amor pulsante em braços e o sexo em chamas sob as vestis, no meio de suas pernas finas e flexíveis, porém, a certeza me feri, e por mais que ela espere, eu nunca voltarei

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