quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

hoje eu sei

a primeira vez...

...em que a vi, era noite, porém, tudo estava claro a sua volta, conversando com um amigo, na esquina de uma igreja. Ela não se parecia com nada do que eu havia visto, com nenhuma garota que eu havia conhecido, ela era uma mistura simples e despreocupada de beleza sem crise, meias sem elástico, roupa enxovalhada, cabelos curtos, e dois olhos que acompanhavam a meia lua de seus lábios. Naquela noite sorrimos muito, risos soltos e chapados, rimos da metade de um rego que aparecia do baixista de uma banda, que tocava sentado, pois era muito gordo, ou muito preguiçoso, as gargalhadas aumentaram quando notamos um homem que parecia um E.T. de tão feio, e ali, perdido entre a loucura das drogas e a divindade de sua presença, vi materializado um alguém que me fez querer o prazer infindo daquela noite, e todas as sensações que provinham de mim partiam da imensa vontade de tornar-me parte de sua história em algum momento, não importando o quando, tudo o que pensei naquela noite estava relacionado a ela, tudo o que senti estava relacionado a ela, e assim foi, na manhã seguinte, e no dia seguinte a essa manhã, completando dias, semanas, o meu “eu” sentia-se incompleto longe do “eu” dela, assim iniciou-se uma época de minha vida onde realidade e fantasia misturaram-se, vivi utopias, sonhei realidades, desde o primeiro beijo, após muito argumento e poesia de minha parte. Sofri como Romeu, amei como Orfeu, descobrindo uma parte em mim tão forte capaz de superar a dor mais triste que foi a dor da alma, ao perdê-la, depois dela aventurei-me por ruas escuras, em bares fui sugado por bocas, corpos, drogas. Sofrimentos me levaram a experiências além da carne, além da morte, além do fundo do poço, mas foi preciso ser assim, e sou agradecido por tudo que vivi, a represa foi rompida, e eu passei a me ver mais no próximo, Deus passou a ser um fluxo continuo em mim, agora, Luciana é minha amiga, nos falamos e me sinto agradecido e novo por tudo o que aprendi com ela, dias desses li em Morangos Mofados ( Caio Fernando Abreu ) “...é comum pessoas se encontrarem, é comum pessoas se separarem...”, hoje eu sei .

2 comentários:

Leda Pacheco disse...

Meu anjoooo, lindo seu texto, lindas palavras, linda construção.
Você escreve muitíssimo bem, tem certeza de que está fazendo o curso certo? rs
Que você encontre outra "Luciana" em seu caminho, e que dessa vez ela não tenha que partir, como no livro de CFA. Que o tempo não seja efêmero e que o amor de vocês possa se enquadrar naquela frase que você sempre me diz, que ele (o tempo) só existe para o que não dura.

Você merece só coisas ótimasss!

Amo muito.

www.histerias.zip.net

Vou lincar vc lá =)

Unknown disse...

Lindooooooooooooooooo



Mas espero a minha!!!!!!


Bjsssssssss


te adoroooo