eu vi o céu...
... como um imenso mar escuro afogando a lua, às estrelas alçadas sobre minha cabeça eram apenas luminárias, e o universo resumido em olhos cansados, derramaram nos meus a fé no hoje, realmente o tempo não para, o tempo não regressa, o tempo não cura, o tempo só existe para aquilo que não dura, e mesmo que tenha sido sem querer a pressa imposta aos fatos, não trato meus dias com interesses eternos, receio não dispor de tantas horas, para isso, existe um Deus dissolvido em acasos, e na loucura dos meus achados, tua cabeça iluminada encontra repouso em meu ombro de ossos ocos, enquanto finjo não ver você procurar, discretamente, sua beleza no útero vazio do espelho, somos quase crianças, agora, sem os disfarces da idade, e no fim de uma infantil nota musical, perdida, num vagão sem gravidade,moedas voam dos bolsos, nada mais pode ser comprado, nosso diálogo segue um ritmo descompassado entre estações e transes divinos, você procura no ontem algo que ainda nos una, porém, como eu disse naquela tarde com um final de boa sorte, se existe algo que não sou é passado, sou a progressão de uma força natural, mesmo quando derrotado, caio de pé igual os gatos, sinto imensamente não necessitar mais me esconder em teu mundo tristemente ensolarado, pois descobri numa dessas madrugadas sem fim, que, sou Del Fuego um ser que brilha no escuro.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
ex- máquina ou luz negra
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