segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

homenagem para um homem chamado caio


Os morcegos calaram-se ...

... o sótão está vazio, não vejo mais telhados nem pombas frente a minha janela, tudo o que vejo são espectros iguais a mim, corações profundamente cansados, almas que procuram abrigo num paraíso ainda não descoberto, reencontro amigos, antigos amores, nenhuma assombração me assusta, não é necessário óculos, minha visão está perfeita, aqui os morangos não mofam, não há enjôo, o perfume das flores serve como balsamo, sinto apenas saudades daquilo que um dia fui e ninguém soube compreender, mas ainda volto e cruzarei as mesmas ruas de memórias esquecidas, voltarei porque todo o amor que tenho em mim não se resume a uma vida.

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