não sou nada...
... mas sempre estou alguma coisa, ciganos não dizem adeus, é debaixo da pele que guardo o verão, resfrio-me no frio da estação, o jazz de divinas notas contorcidas e ritmo esquizofrênico, meus passos enganam meus pés, como vim parar ao lado das suas botas vermelhas, a pouco tempo atrás tentava viajar naquela nuvem azul, andando em linha reta, menos um dia, mais um lugar pra nós dois descansarmos, quanto menos pessoas melhor, quanto menos barulho melhor, retirados das pistas de dança, pegaremos filmes de grandes diretores, mesmo com pouca luz essa noite será bem melhor, quando o amanhã chegar, encontrará nossas falsas peles aquecendo o chão, meu coração de leão só atende sua voz felina. Brinquedos de plástico estão perdidos pelo parque, vamos procurar também, mendigos sonham, um louco canta, tem uma porção de mim voando, outra rolando pelo chão, sua presença me sustenta, a luz do dia lhe deixa ainda mais linda, quase uma alucinação, ouço o pássaro que passeia pela grama, e o doce movimento do céu, até a noite chegar será assim, o sono tem sotaque francês, ele buscou minhas idéias ontem, mas a louça não sabe o caminho da pia, giro,giro, e volto a estar com você, quanta carne sua existe em meus pensamentos, comprei um óculos pra não queimar meus olhos na poluição da cidade, mesmo assim eu não uso, prefiro manter as pupilas alertas, minha primeira alegria venha me visitar algum dia desses, e não se zangue com minha demora, se isso lhe importa, se isso lhe importa, derreta pela última vez comigo, tudo o que escrevo é muito simples, comparado aquilo que não consigo dizer, palavras são símbolos , você as decifra ou elas decifram você, é realmente um processo tão encantador, quanto seu corpo que é um vôo dentro, e fora de minhas mãos, no repouso da fuga o medo da dor, acabamos sendo outros e não nós mesmos.
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Um comentário:
Ô dosmeo, a cabeça anda a mil hein haha
Baita texto!
Abraço, fera!
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