sexta-feira, 21 de novembro de 2008

três

olhos baixos rastejantes sobre a calçada...
... procuro um milagre ou um penhasco na falha do cimento, onde eu possa mergulhar e encontrar meu amigo, que foi morar numa caverna, uma trilha com pingos de sangue evidenciam a noite violenta, com essa onda do crack ninguém está mais seguro, a saudade é uma magoa ,dificilmente consegue-se ser positivo o tempo todo, as vezes é só carcaça e dor, mas deve ser assim as vezes, desvendar o aprendizado, nenhuma parte desse mundo parece feliz para mim, uma nova impressão seria aconselhável então...quantos drinks você bebeu ontem a noite antes da despedida com alguém, penso em ligar, mandar recado no orkut, mas acho tão cafona esses relacionamentos virtualmente abertos, parece um daqueles programas sensacionalistas onde todo mundo sabe a vida de todo mundo, a luz do sol ainda está muito alta para procurar uma festa, e até anoitecer eu vou penar no feriado, de um lado para o outro, internet o tempo inteiro enche o saco, ouvi todas minhas musicas do mp3 e continuo caminhando, sem enxergar direção, preciso preservar minha espécie, lagarto no asfalto, fugirei antes que atirem-me tijolos, corro pra dentro de algum esgoto.

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